Venho acompanhando o seu blog há algum tempo e todas as vezes eu pensava em comentar, mas sempre deixava para "amanhã". Esse amanhã já virou meses e um dia é preciso que se torne "hoje". Pois bem, primeiramente gostaria de parabenizar pelo conteúdo do blog. É divertido, educativo e faz bem ao coração.
Lendo (ouvindo)este post dos dias das mães falando dos filhos, lembrei-me de um texto do Gibran que gosto muito. Aqui vai:
"Vossos filhos não são vossos filhos, são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos. Porque eles têm seus próprios pensamentos. Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não podem fazê-los como vós, Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força para que suas flechas se projetem rápido e para longe. Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria; Pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável."
Oi, Pedro! Faz tempo que não venho aqui (mas fazia tempo que eu não "visitava" meu blog também). Esse tempo e seus contratempos... Fala pra seu pai que ele me emocionou com a homenagem que fez à mãe dele. Principalmente porque acabei de ajudar minha mãe a deitar e a cobri por causa do frio. E enquanto dava um beijo em sua testa, sorri e comentei com ela que era interessante aquele momento, tantas vezes vividos com os papéis trocados (ainda me lembo quando era ela quem me cobria à noite). E, então, ela me devolveu o sorriso e me deu um beijo para, só depois, adormecer. Um beijo pra você e um abraç no seu pai, viu? Ele é uma pessoa especial assim como você :-) Nane
É verdade o q destacou Euziene. O texto explora a condiçao p existir a mae: o filho. Papel importante tem elas na vida dos filhos, mas esses,ha... q tamanho ocupam em nossas vidas... o tamanho q nos ampliam a uma medida que nao se pode medir. "Um sentir é do sentente, mas o outro é do sentidor", define com sensibilidade João Guimarães Rosa.
Qto ao seu cabelo Pedro, achei muito maneiro!!! Espero q seu pai leia isso p vc. É bem capaz de já tá com o cabelo grande, mas meu voto é p passar a maquina novamente...rsrsr ficou massa!!! destacou seu rosto!
Encontrei seu blog pois estou construindo um tb. Achei muuuuito tudo muito legal! Daqui encontrei o café de seu pai. Mas vou te contas um segredo: o blog dele é bonito p caramba, tem textos p lá de bem feitos...mas aq tem um clima de casa...daquelas q a gente chega e fica bem a vontade e vai p cozinha bater papo! Parabéns p vc e p a parte q cabe a ele tb!
Por fim, veja como esse mundo é pequeno.Pricipalmente aq na net. Encontrei aqui a indicaçao do blog de um vizinho e amigo meu aq em Recife, o Luiz Maia. Grata surpresa!
Prazer em conhece-lo Pedro. Bjos, Luiza Roberta dias.
achei mt interresante lembrarmos o q é ser filho, e naum so o q é ser mae, o que é so elas terem um papel em nossas vidas e esquecermos q nos tbm temos um papel na vida delas, mas principalmente na nossa cm seres humanos...
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.