Você assistiu "Esqueceram de mim"? Eu não assisti, eu sou parte do elenco! Verdade, meu pai esqueceu de mim. Você viu a data da última vez que escreveu? É uma vergonha, não é?
Mas tudo bem, vou deixar passar. Ele anda ocupado, viajando de lá para cá, traduzindo, escrevendo... vai até lançar um livro chamado "Dia de Mudança". Mas de vez em quando ele se lembra de que eu existo, como aconteceu outro dia.
Sabe que eu adoro meu ursinho de pelúcia, né? Pois é, meu pai pegou o coitado do urso e deu um fim nele. Mas não precisa ficar espantado não. Foi só pra trocar por dois novos. Ele agora fez a coisa certa. Comprou dois!
É que de tanto brincar eu deixo o urso uma sujeira só, e de vez em quando precisa ser lavado. Aí eu fico sem enquanto o bicho não seca. Agora com dois idênticos, enquanto um toma banho eu brinco com o outro. Por que idênticos?
Porque eu sei reconhecer pelo tato se é meu urso ou não. Às vezes meu pai tenta me enganar, e não funciona. Jogados num canto estão o cachorro de pelúcia vagabunda (imagine, são fios de linha imitando pelinho!), a onça de pelúcia (e eu sou lá amigo da onça?!) e o coelhinho com a camisa da seleção argentina. Esse então... nem pra brincar!
Pais de Crianças Especiais DONALD J. MEYER O livro, editado por Donald J. Meyer e lançado no Brasil pela editora M. Books, reúne depoimentos de pais, homens que foram convidados a falar sobre a experiência de ter filhos especiais e como isso mudou suas vidas. Este título é o primeiro escrito por pais para pais, mães, amigos e profissionais da área. “Jessica me ensinou o que é o amor verdadeiro. Poetas e padres, jovens amantes e idealistas profanam o conhecimento deste conceito, há anos. No silêncio de Jéssica, aprendi a verdadeira essência do amor: dar tudo e não esperar nada em troca.” Pais de Crianças Especiais é uma corajosa coleção de textos de pais que foram convidados a falar sobre a experiência de ter um filho especial e quanto isso mudou a vida deles. Dezenove pais olharam com introspecção e honestidade para este assunto profundamente emotivo, e ofereceram uma perspectiva raramente ouvida sobre a criação de filhos com necessidades especiais. Pais de Crianças Especiais, o primeiro livro escrito para pais por pais, também será de grande ajuda para as mães, a família, os amigos, prestadores de serviços, que vão apreciar este raro debate, e talvez aprendam com o que esses pais têm a dizer. “Esta poderosa coleção de textos revela a visão e o comportamento de pais de crianças especiais de uma maneira totalmente nova. As histórias são comoventes e ricas em sabedoria, contadas graciosamente. Pais de Crianças Especiais é uma adição bem vinda à literatura, mas o mais importante é que se trata de um livro honesto e corajoso”. Gilberto Gaui, duas vezes vencedor do Prêmio Pulitzer “Pais de Crianças Especiais é uma analogia multiforme da emoção humana, uma obra-prima poética, escrita pelo lado mais fraco do casal: os pais. Ao ler este livro, senti-me em uma montanha-russa, passando por uma série de descobertas e de obras de arte que eu, de fato, não seria capaz de pôr em palavras...Não há nada – absolutamente nada – que se compare a Pais de Crianças Especiais”. H. Rutherford Turnbull, III Co-Diretor do Beach Center on Families and Diisability
oi!!!!!!!!! sou mãe de uma criança especial na verdade especial mesmo sou eu meu filho tem hidocefalia, ele é a coisa mais importante que me aconteceu nestes utimos anos, sou capas de dizer que ele era o que estava faltando na minha vida, tenho mais dois filho que tambem amo muito !! Vou teijar esta mensage porque moro no interior onde tudo é mais difício, medico,profisionais qualificados para receber meu filho, agora estou passado por uma face de aceitação na escola aqui não tem ptoficionas qualificados para receber essas crianças. descupa-me mas é mais um desabafo do que um comentário, mais hoje nesta tarde já jorei muito não quero que meu filho sofra nem um tipo de preconceito pois nós de casa amamos muito!!!!!!!!!!
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras. O livro é
publicado pela Editora Mondrian.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.