Tá chovendo muito aí? Aqui tem caído água de montão, mas em mim só quando estou no chuveiro. Sabe por que está chovendo tanto? São os elefantes. Sim, manadas deles. Pelo menos foi assim que meu pai explicou em seu outro blog.
Bem, ele não estava falando do Dumbo, aquele elefantinho simpático das histórias do Walt Disney, mas das nuvens, carregadas e pesadonas como um elefante. Olha só a conta que dá para fazer.
Cada elefante pesa umas 6 toneladas, mas não é capaz de voar. Só o Dumbo voa, porque suas orelhas são grandes. Se você for orelhudo isso pode ser uma vantagem. Já experimentou batê-las? Bem, vamos voltar aos elefantes.
Enquanto um elefante pesa 6 toneladas, uma nuvem pesa mais de quinhentas toneladas. Isso dá uns 90 elefantes voando em uma nuvem pequena e... prepare-se! mais de 200 mil elefantes numa nuvem de tempestade. Quer saber quantos elefantes tem uma nuvem de furacão? Quarenta milhões!
E daí? Bem daí é para você se lembrar que Deus mantém todos esses elefantes voando sobre a sua cabeça sem que você sinta o peso deles. Será que Ele é capaz de carregar seus problemas, medos, aflições e todas aquelas coisas que estão fazendo doer os ombros do seu pensamento?
Oras, Deus carrega aqueles problemas que você acha enormes no dedo mindinho!
"Lança o teu fardo sobre o Senhor, e Ele te susterá". Salmos 55:22
A Arca de Noé JOSH MCDOWELL As histórias de A Bíblia da criança são uma ótima opção para presentear as crianças. Em cinco opções, são apresentadas com ilustrações irresistíveis e num formato econômico. Ideal para evangelismo de crianças.
Minha certeza é a morte, minha dúvida é a vida. Não sei se existe algo depois, mas sei que existe algo antes. Esse algo antes é “tomar sorvete, andar descalço, desalinhar os cabelos”, ora Borges. Viver não é coisa de budista ou cristão. Viver é coisa de moleque peralta. Sem quebrar vidraças, mas também sem perder tempo limpando-as todos os dias; sem atirar pedras nos transeuntes, só ameaçando. Pode-se conhecer o valor de um sapiens sapiens pelo número de pedras que ele ajunta e pode-se conhecer a grandeza de alguém pelo tipo de pedra que ele atira. Ora, crianças não gostam de tiranos. Crianças não atirariam pedras nem numa Maria, quanto mais numa Madalena; nos doutores da lei, talvez. Viver é coisa de moleque. O adulto que não brinca morreu com o último suspiro da infância. Queremos mais Chaplins e nenhum Torquemada; mais duendes e menos lobisomens; mais “As Caçadas de Pedrinho” e nenhum “Mein Kampf”“; mais cirandinha e nenhum Helter Skelter; finalmente, mais palhaços e menos policiais. O mundo só terá paz quando as crianças forem eleitas.
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.