Pedro quer contar sua história. Ele é uma pessoa especial, que nasceu com paralisia cerebral, catarata congênita e incapacidade de andar, falar e fazer muitas outras coisas. Alguns chamariam Pedro de excepcional, deficiente físico, deficiente mental, incapacitado, impossibilitado, prejudicado... Nossa! São tantos os nomes que acho melhor ficar só com especial!Pedro quer contar sua história. Ele é uma pessoa especial, que nasceu com paralisia cerebral, catarata congênita e incapacidade de andar, falar e fazer muitas outras coisas. Alguns chamariam Pedro de excepcional, deficiente físico, deficiente mental, incapacitado, impossibilitado, prejudicado... Nossa! São tantos os nomes que acho melhor ficar só com especial!

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"A abelhinha morreu" - "Elefantes voadores"

14/01/2007
Involução

Você se lembra de quando meu pai comprou o Din-Don? É, eu já contei aqui. Ele é meio surdo e madrugador. Junte as duas coisas e você vai encontrar meu pai acordado muito antes de mim e com a porta que dá para a sala e o escritório fechada.
razz

Além da porta fechada ele mergulha nas suas idéias, leituras e escrevinhações e sai deste planeta. Então, quando acordo, vou sozinho ao banheiro, engatinhando, e ele precisa saber que estou lá para ir me ajudar. Se bem que eu já sei ficar em pé ao lado da privada e tirar sozinho a calça e a calça plástica.

Mas às vezes não dá tempo, como aconteceu daquela vez que sonhei que estava fazendo um rally no barro. Então meu pai comprou aquele assustador Din-Don, desses que tem em porta de loja onde não chega ninguém para avisar se alguém chegar.

O assunto é que na época ele se empolgou e estava até querendo comprar algo mais sofisticado, com uma câmera digital. Assim ele podia ouvir e ver minha ida ao banheiro. Programão... Mesmo assim fiquei contente porque estaria investindo no lindão aqui.

Sabe o que o Din-Don fez? Outro dia resolveu tocar sozinho durante a madrugada, acordando meu pai umas três vezes e fazendo ele correr para ver se eu estava no banheiro. Se estava fui rápido em voltar para a cama! Ele odiou o Din-Don.

Comprou a câmera? Você está sonhando! E o escorpião que tem no bolso? Meu pai decidiu aposentar o Din-Don e partiu para uma solução caseira, um retrocesso. Tenho até vergonha de mostrar, mas o negócio que ele inventou fica atrás da porta do banheiro que fica entreaberta. Aí eu chego engatinhando, trombo com a porta, ela abre, derruba a panelinha de cima do sabonete e meu pai escuta. Trocou o Din-Don pelo Bléim-Bléim! Dá pra acreditar?!!



Adoção: Adoção Internacional
WILSON DONIZETI LIBERATI

A adoção internacional e por estrangeiros tornou-se um tema atual, principalmente com as mudanças trazidas pelo novo Código Civil (Lei 10.406/2002). Algumas modificações atingiram o ECA, no que diz respeito à adoção de crianças e adolescentes por nacionais. A adoção internacional não foi objeto de preocupação da nova lei. Contudo, a partir da Convenção de Haia, de 1993, e do Decreto 3.174/1999, a disciplina da adoção internacional sofreu profunda mudança, que foi analisada neste trabalho. Mantêm-se a regra de ouro de que a criança e o adolescente têm o direito fundamental a uma família. Este livro é um estudo profundo sobre o tema, examinando o Autor, de maneira clara e objetiva, todo o processo de adoção por nacionais e estrangeiros.

"A abelhinha morreu" - "Elefantes voadores"


SOU DE SANTO AMARO DA INPERATRIZ E VOCÊ É DE ONDE? MINHA PROFESSORA DE LITERATURA QUE ME ENDICO O SEU SAIT E GOSTEI DE ENTRAR NELE NAO ME ARREPENDI

Enviado por BEATRIZ SHURAUS em 03/07/2007


oi gostei muto de sua istória que bom que fazbastante coisa vi seu video se esforça muito para fazer as suas coisa. tenho 10 anos e você?

Enviado por BEATRIZ SHURAUS em 03/07/2007


Parabéns pelo teu blog. Está espectacular mesmo. Parabéns pela tua força. Sou prof. Educação especial e também luto para a felicidade de muitas crianças portadoras de deficiencias. Elas são tudo que me dá força para lutar dia-a-dia.
Desejo-te tudo de bom. Bjinhos

Enviado por kyya em 09/02/2007


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...que meu nome é Pedro e nasci cego e incapacitado de falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não ligava muito para mim e vivi meus primeiros quatro anos deitado de costas com minha perna amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão logo abaixo de meu joelho direito.

Nada de beijos e abraços, brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos foram só de sobrevivência naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido, porque ninguém me ensinou. Depois de desmamado, minha mãe me manteve vivo com uma mistura de água, farinha de mandioca e açúcar que eu tomava em um copo, pois perdi a habilidade de sugar.

Minha avó era quem cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar a alguém. Então... bem, esta é a história que você irá ler em meu diário que, na verdade, é escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo fazer um diário como este. Mas acho que papai vai fazer um bom trabalho tentando adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se pudesse.

Mas não é só para contar minha vida que este blog existe. Papai é escritor e profissional de comunicação e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma pequena ajuda de pessoas que os compreendam. Existe um mundo diferente daquele onde a maioria das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco disso. Isso eu também quero contar.



Minha irmã se inspirou em minha história para escrever este romance que ganhou um prêmio literário e foi escolhido para fazer parte da coleção Anjos de Branco, coordenada pelo escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio e a apresentação é de autoria do escritor José Louzeiro, ambos da Academia Brasileira de Letras. O livro é publicado pela Editora Mondrian.

Minha irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca" preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco". Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia Persona e o livro Uma Luta Pela Vida é muito bom.


Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.

Lia fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e outras pessoas para ir juntando a história toda. Além disso, ela foi procurar informações em antigas correspondências, álbuns de fotos e até em exames médicos e radiografias.


Hoje ela está mais confiante e generosa.
Até ganhei um ursinho!

Ela costumava me levar ao médico, hidroterapia e fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica para consertar meus defeitos de fábrica. Toda hora inventava um "recall" para ver se dava para trocar alguma peça em mim! Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como o papai tem péssima memória, irá recorrer à Lia e ao seu livro "Uma Luta pela Vida" para escrever este blog. Você também poderá ler uma entrevista que a jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com minha irmã clicando aqui.

Tenho também um irmão, Lucas, que é muito legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será? Nunca escutei! Ele é muito generoso também. Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que no chão, para eu não cair, quando fazia muito frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado. Aprendi a fazer isso devagar para ele não acordar.


Convide um amigo para me visitar.

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