Sabe o que acontece quando uma abelha pica alguém? Ela morre, pois seu ferrão fica cravado na pele da pessoa que ela picou. Se você tem medo de abelhas, só não precisa mais ter medo daquela que já picou alguém. Mas como saber?
Bem, você nunca vai saber, pelo menos no caso da abelha. Mas hoje, como mensagem de Ano Novo, de um novo começo et cetera e tal, eu gostaria de falar um pouco mais do ferrão da abelha. Ele tem um veneno, sabia?
E a bolsinha de veneno que fica grudada nele depois que ela pica a gente é feita de músculo, como um pequeno coração. Pra quê? Oras, para ficar bombeando o veneno inteirinho pra dentro do nosso corpo. Se você conseguir olhar bem de pertinho o ferrão fincado em sua pele, verá que a bolsinha fica se mexendo. Tudo bem, você não vai conseguir, eu sei. Não com tantas lágrimas inundando seus olhos.
Mas é assim mesmo. Só que eu não estou aqui para falar só de abelhas, porque minha mensagem de um novo começo é papo sério. Sabe quem está morrendo? O Ano Velho. Sim, 2006 mó-rreu! E 2007 vem aí.
Esses dias você vai ouvir todas aquelas frases feitas do tipo, "vamos recomeçar", "agora é pra valer", "de agora em diante é só alegria" e por aí vai. Será? Bem, não quero ser pessimista, mas você já morreu antes? Não? Então vai.
Nossa, que trágico!! Não é trágico não, só real. Por mais que eu capriche nas vitaminas, esse corpo aqui é passageiro. Talvez você esteja contente com o seu, se for Miss Universo na flor da idade, mas até a flor da idade murcha.
Se não tiver olhos, braços ou pernas, então, duvido que vá achar tudo de bom com seu corpo. Eu, por exemplo, tenho um cérebro que não é lá essas coisas, meus olhos não vêem, minha boca não fala e meus pés não caminham. Posso até me acostumar, mas é claro que quem anda de carro velho, se pudesse, trocaria.
Ainda bem que eu vou poder trocar, pois existe um corpo novinho esperando por mim em algum momento no futuro. Já ouviu falar em ressurreição? Isto sim é o que eu chamo de um "novo começo", de "agora é pra valer" e "de agora em diante é só alegria".
O apóstolo Paulo escreveu que "se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens". (1 Co 15:19). Infelizmente é o que a grande maioria das pessoas busca: Cristo para esta vida.
Elas estão por aí, lotando templos e canais de TV onde pregadores oferecem prosperidade material, saúde sem fim e a solução de qualquer problema sentimental. Desde que, obviamente, o bolso seja aberto de forma liberal. Tudo para o aqui e agora.
Mas será que Cristo é apenas para os míseros poucos anos que passamos aqui? Se for, "somos os mais miseráveis de todos os homens" e "que me aproveita isso, se os mortos não ressuscitam?". Se a melhor parte for aqui, é melhor viver como vivem os pagãos: "Comamos e bebamos, que amanhã morreremos". (1 Co 15:32).
Minha avó, que agora mora no céu, costumava dizer que se a vida aqui fosse boa ninguém iria querer se mudar para lá. É preciso estar muito iludido para não ver todo o sofrimento e miséria desta vida, por isso o que vem depois é o que importa.
Felizmente a ressurreição existe, e os corpos daqueles que crêem em Cristo serão transformados e ressuscitarão do jeitinho que Ele ressuscitou. Como? Oras, Deus sabe como. E não me venha você com essa história de que seremos só espíritos voando por aí, porque Cristo, depois de ressuscitar, foi tocado pelos discípulos, comeu peixe e mel. De abelha, igual a essa que você vê na foto. Ele estava com um corpo físico.
Ainda que possamos ter medo da dor e do sofrimento que vem antes da morte, ela já não aterroriza aquele que crê em Jesus. Por que? Porque seu ferrão -- ou aguilhão -- foi de uma vez por todas cravado em Cristo lá na cruz.
Lembra do que eu falei da abelha? Se ela picar alguém antes, não pode me picar mais. Então, quando o apóstolo Paulo pergunta, "Onde está, ó morte, o teu aguilhão?"
Se você respondeu "em Cristo na cruz", a resposta está correta. Ele foi picado pela morte há 2 mil anos. E ressuscitou.
As Evidências da Ressurreição de Cristo JOSH MCDOWELL A ressurreição pode ser provada claramente, sem deixar qualquer dúvida? Se Jesus não ressucitou dentre os mortos a fé cristã é morta. Como se estivéssemos em um grande tribunal, Josh McDowell faz desfilar diante de nós as provas da ressurreição de Jesus Cristo e nos dá uma preciosa oportunidade para formularmos nossa própria conclusão. Um livro polêmico e vibrante, que focaliza, critica e esclarece todas as objeções e dívudas sobre este assunto, que é da maior importância e de permanente atualidade: O túmulo vazio.
Hoje voltando do supermercado eu estava exatamente pensando nessas palavras de Paulo "se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens", mas não conseguia lembrar o versículo, como nunca consigo, e recorri ao google pra me ajudar quando me deparei com esse blog e realmente me impressionou, pq me mostrou o quanto eu sou miserável, e como é nojento o q os pregadores que têm acesso a mídia fazem com a palavra de Deus, com o seu Jesus Frankeinstein, montado com as partes que mais lhes convêm...
Pedro espero que seu pai leia isso pra vc, creio que não exista fé mais pura e sincera do que a das crianças, por isso que Jesus nos disse que temos que ser como crianças, e de pessoas especiais como vc. Você vai ter um novo corpo eu creio nisso, não pra viver na corrupção desse mundo, mas sim pra viver em glória ao lado do Senhor Jesus Cristo..
Espero encontrá-lo lá, se eu alcançar essa graça...
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras. O livro é
publicado pela Editora Mondrian.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.