Se você tiver a minha idade, é provável que nem saiba de onde vem a expressão "Amigo da Onça". Eu também não sei. Dizem que vem de uma história em quadrinhos e que depois a expressão foi transformada no nome de um personagem criado pelo desenhista Péricles na década de 40 e aparecia na revista "O Cruzeiro". Nunca leu "O Cruzeiro"? Nem eu.
Mas meu pai lia quando ia à barbearia do Sebastião cortar o cabelo. Era a coisa mais lida dos tempos dele, depois da carta de Pero Vaz de Caminha. Se você quiser conhecer o Amigo da Onça, clique aqui para ver umas páginas antigas da revista.
Viu? Entendeu? Pois é, o Amigo da Onça era um carinha sarcástico, irônico e irreverente, que sempre colocava as pessoas em situações difíceis, em saia justa, na sinuca, na berlinda, em maus lençóis ou a expressão que quiser usar. Em resumo, ele armava e alguém acabava pagando o pato ou morrendo com o mico. Eu sei que pato é ave, mico é primata e onça é felino, mas você entendeu, não entendeu?
Bom, tudo isso é pra dizer que meu pai me achou com cara de Amigo da Onça e comprou uma onça para mim. Calma, não é uma onça de verdade não, é uma oncinha de pelúcia. Igual aos bichinhos que você já viu por aqui, como meu elefantinho, de saudosa memória, e o coelhinho da seleção da Argentina, que eu nem pego na mão.
Sem falar naquele coelho lindão que minha irmã trouxe dos EUA em pleno verão e foi morrer no lixão, porque todo mundo pensou que a urticária que apareceu em mim era culpa dele. Não era. A culpa era do calor.
Além da oncinha, que meu pai comprou porque estava em promoção -- lógico, né? não conhece o escorpião no bolso? -- ele também comprou um cachorrinho de pelinho sem graça. De tão barato, nem pelúcia usaram. O pelo é feito com fios de linha. Pode? Mesmo assim dá prá acreditar que ele comprou dois bichinhos de uma só tacada? Devia estar distraído, sofrendo um surto passageiro de liberalidade financeira ou queria matar dois coelhos com uma cajadada. Como não tinha cajado, matou uma onça e um cachorro.
Com a chegada dos novos bichinhos fizemos uma festa de despedida para meu velho cachorrinho (no meio na foto), já todo detonado, mordido e descorado. A festa foi só pra inglês ver, porque eu gosto mesmo é de brincar com o cachorrinho velho. É que nem sapato, já estou acostumado com ele.
Resumindo tudo, agora estou com dois bichinhos novos, a oncinha, que eu pego de vez em quando, o cachorrinho, que só pretendo pegar em ano bissexto porque não é felpudinho, e o coelhinho com a camisa da Seleção Argentina, que só vou pegar quando me deixarem brincar com fósforos.
125 Brincadeiras para Estimular o Cérebro do Seu Bebê JACKIE SILBERG O cérebro de uma criança desenvolve-se a uma velocidade impressionante nos primeiros anos de vida, abrindo janelas de oportunidades para o aprendizado que só acontecem neste período da vida. 125 Brincadeiras para estimular o cérebro da criança de 1 a 3 anos é uma coletânea divertidíssima de atividades que preparam o futuro do seu filho. É um livro repleto de interpretações cotidianas que contribuem para o desenvolvimento cerebral durante o período especial de 12 a 36 meses de idade. Toda brincadeira é acompanhada de informações sobre a pesquisa cerebral relacionada com ela e de uma descrição da forma pela qual a atividade promove o desenvolvimento da inteligência da criança. * Este livro é uma extensão natural de 125 Brincadeiras para estimular o cérebro do seu bebê.
Não acredito em coincidências, de birra,por problemas pessoais, me chamam de onça, porque sou brava, ou me acham brava, e briguei com alguém muito importante p/mim, e disse a ele que deveria procurar alguma revista que o ensinasse como lidar com uma onça, aí de bobeira encontrei essa página que me faz refletir tanta coisa que poderia passar a noite toda escrevendo.
entao!!e muito legal descobrirmos que nao estamos sozinhos e muito triste quando notamos que estamos no meio de milhares de pessoas que temos como normais,qdo poucos se comportam como tal,meu filho e portador de sindrome complexo de vacter hoje com sete anos um eptacampeao ja nota nas pessoas normais um comportamento anormal qdo essas pessoas olham p/ ele.fiquei feliz passando aqui!!10
entao!!e muito legal descobrirmos que nao estamos sozinhos e muito triste quando notamos que estamos no meio de milhares de pessoas que temos como normais,qdo poucos se comportam como tal,meu filho e portador de sindrome complexo de vacter hoje com sete anos um eptacampeao ja nota nas pessoas normais um comportamento anormal qdo essas pessoas olham p/ ele.fiquei feliz passando aqui!!10
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras. O livro é
publicado pela Editora Mondrian.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.