Uma mamãe decidiu jogar seu bebê de três meses na água. Verdade. O gozado é que ela parecia querer e não querer ao mesmo tempo. Em vez de simplesmente jogá-lo, teve o cuidado de vesti-lo bem direitinho e cuidar para que não afundasse.
O nome da mamãe era Joquebede — nome gozado, né? — e ela morava no Egito quando o rei decidiu matar bebezinhos israelitas. O filhinho de Joquebede chamava-se Moisés. Para salvá-lo, ela colocou-o em um cestinho feito de uma palha que flutua, passou betume por dentro para não entrar água e escondeu-o entres as plantas da margem do rio. Sua irmã ficou vigiando.
Quando a princesa, filha de Faraó, veio nadar, encontrou o bebê e logo viu que era do povo hebreu, mas resolveu adotá-lo. Chamou então a irmã de Moisés que estava ali sem querer querendo e pediu que ela procurasse uma mãe hebréia para amamentar o bebê. Adivinha quem a menina foi chamar? Adivinhou. A princesa contratou a mãe de Moisés para amamentar e cuidar do próprio filho. O resto da história faz parte da história da humanidade.
Agora em Belo Horizonte acontece algo igual, só que diferente. Um bebê todo arrumadinho foi encontrado dentro de um saco de lixo amarrado a uns pedaços de madeira, boiando na Lagoa da Pampulha. Um homem que passava ouviu um miado saindo do saco e tirou-o da água pensando que era um gato. Dentro encontrou uma linda menininha, toda vestidinha de cor-de-rosa.
Esquisito isso, né? Será que a mamãe queria se livrar dela e ao mesmo tempo não queria? Será que amava menos sua filhinha do que a mãe de Moisés amou o seu? Nem imagino qual a resposta. Parece que costuma acontecer com muitas mamães, que têm "tilt" pós-parto e rejeitam o bebê. Vai saber, né? É difícil entender.
Numa hora assim vai ter muita gente tacando pedra nessa mãe, mas sabe quantos bebês vão para o lixo só no Brasil? A Organização Mundial da Saúde diz que um milhão e quatrocentos mil bebês são jogados fora todos os anos antes de terminar a gravidez.
Mas como eles costumam ser colocados em sacos de lixo bem fechadinhos, isso não preocupa a maioria das pessoas. Se fossem jogados em lagos e rios, talvez muita gente ficasse brava com a poluição que isso iria causar, não é mesmo?
A boa notícia é que a menininha da lagoa está bem de saúde e, se a notícia que meu pai ouviu for verdadeira, tem mais de trezentas pessoas na fila para adotá-la.
Gozado esse mundo... tem gente que não tem filhos e faz de tudo para ter ou adotar um. Enquanto isso tem gente que tem e não quer. Ou quer num outro momento, de outra maneira. Êitcha povinho insatisfeito esse! Ainda bem que alguém me quis, ou eu não estaria aqui contando a história. Estaria no lixo ou boiando por aí.
Mas tem Um que nunca joga ninguém no lixo. "Quando meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me recolherá" (Salmo 27:10). Porque o mais frágil e aparentemente inútil bebezinho tem muito valor para Deus e pode ser um instrumento Seu. Ou você acha que a história do mundo seria a mesma se Moisés tivesse se afogado?
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Moisés: um Homem Dedicado e Generoso CHARLES R. SWINDOLL Descreve a história desse homem que enfrentou e venceu grandes obstáculos não apenas circunstanciais, mas principalmente pessoais. Ele é o exemplo das transformação que a graça de Deus pode operar na vida de um homem comum que tem de lutar contra o medo e contra suas próprias deficiências e inabilidades. Talvez um tanto relutante ou até mesmo temeroso diante do chamado divino, Moisés finalmente cedeu e tornou-se um instrumento de Deus, desempenhando um papel crucial no destino da humanidade e das nações.
Maravilhoso este blog. Ele transmite a beleza da criação de Deus, de como uma pessoa que para alguns é um "inválido", para muitos outros é uma criatura especial, capaz de enriquecer a vida de outras pessoas. Fiquei muito emocionada ao ler estas palavras, pois há alguns dias atrás, li num site de um pastor muito famoso, que teve alguns problemas pessoais e se revoltou com essas situações. uma pessoa que influencia milhares de outras e, agora, revoltado, põe-se a falar o que pensa, sem se preocupar com a verdadeira vontade de Deus. o nome do artigo é "a escolha de Sofia". Na verdade , fala sobre uma consulta de um casal que descobrira no quinto mês de gestação que seu filho era portador de sindome de down e pedia conselhos por que queria abortar aquele bebê. a resposta do "pastor" foi conclusiva: se era da vontade deles fazê-lo, que fizessem, pois um filho deficiente "atrapalha muito", não é fácil cuidar dele... ISSO É LAMENTÁVEL. Felizmente, existem pessoas como Mário Persona, que escolheu ser pai de uma criança especial e cuida dela, a ama, mostrando que a vontade de Deus é soberana e os intentos dos homens nada valem, pois não compeendem a sabedoria divina...
acho muito dificil condenar alguem talvez essa mae por algum momento tb pensou em jogar fora a vida que crescia dentro dela,talvez como muitas outras ja fizeram. quem pode julgar? quem pode condenar? A sociedade nunca enxerga o que deveria ou o que realmente existe, e mais facil fechar os olhos para as pessoas do que ajuda-las,e mais facil condenar sem mesmo procurar saber o porque. Acho que todos nos somos culpados, muitos sabem o que e certo mas e melhor fingir que nao ve, ou que nao e forte o bastante pra gritar,lutar e ajudar a quem precisa, moro no tao sonhado Estados Unidos da America,e como no Brasil aqui existem pessoas muito ricas, pessoas essas que chegam a pagar 4 milhoes de dollares em um anel de diamante, a comprar um relogio de 10 mil U$, mas se alguem perguntar por ajuda, simplesmente te ignoram,eu acho que a pobreza ta ai na frente de todos,e muitos se preoculpam em ter o Melhor, melhor carro, Melhor casa,joia ,roupas etc... Mas ajudar a quem precisa esquece. Talvez ate ajudem pra mostrar a sociedade.Talvez para aparecer na revista ate mesmo da uma entrevista. ou quem sabe julgar o proximo,Nao foi isso que Deus nosso pai nos ensinou,se cada um fizer sua parte o mundo ficaria mais cheio de paz, se cada um pensasse em ajudar por amor o mundo ficaria livre da ipocresia,aqui como em qualquer outro lugar as pessoas se proucupam menos com os outros que precisam, e mais com o que nao tem,se voce hoje encontar alguem mendigando na rua nao vire a cara ou finja que nao viu, simplesmente sorria isso ja e um bom comeco. Acho que quanto mais rico, mas pobre se fica!!
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.