Outra porque ele já tinha comprado uma há alguns anos. Sabe dessas esteiras de caminhar? Pois é. A outra ele acabou vendendo porque não usava, mas acho que se esqueceu disso e resolveu comprar uma nova.
Mas demorou para decidir. Primeiro ele tentou se inscrever numa academia perto de casa para praticar natação. Quando a moça disse que o cartão que aciona a catraca é programado para ser usado sempre no mesmo dia e hora, ele ficou super contente. É que ele viaja muito e nunca poderia garantir um horário regular. Agradeceu à catraca e voltou para casa.
Há alguns dias ele decidiu sair ir de loja em loja para ver preços de esteiras. Ficou duas horas andando e quando chegou na última loja descobriu que o preço da primeira era o melhor. Voltou lá, mas já tinha andado tanto que achou que não precisava mais de uma esteira.
Agora teve uma recaída. Procurou pela Internet para não cansar e acabou comprando uma. Está super feliz com a loja porque já se passaram quinze dias e nada de entregarem a dita cuja. Está tão feliz que já está pensando em comprar uma bicicleta ergométrica e outros equipamentos de ginástica. Mas só naquela loja, que não entrega. Use o formulário abaixo para comentar.
Deficiência: Alternativas de Intervenção ELISABETH BECKER Este livro traduz a experiencia e a acao de um grupo de docentes pesquisadores da USP no trabalho com pessoas que desde o seu nascimento ou por algum acidente apresentam lesoes ou alteracoes estruturais que lhe trazem prejuizos ao seu desenvolvimento. Este livro é uma compilação dos trabalhos e performances apresentadas por ocasião do II Encontro Bienal da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, realizado em São Paulo, em 1994. Este encontro multidisciplinar propôs uma reflexão sobre a relação corpo-mente, a partir de uma série de contribuições inseridas em cinco corpus: o histórico, o estético, o científico, o filosófico e o psicanalítico. Textos de André Green, Antonio Medina Rodrigues, Francisco Benjamin de Souza Netto, Nachman Falbel, Carlos Kajiya, Vivaldo Costa Lima, Marilena Chauí, Luis Cláudio Figueiredo, Mario Cohen, Ignácio Gerber, Luiz Carlos Uchôa Junqueira Filho, Lenora de Barros, Arnaldo Antunes, Haroldo de Camopos, Myrna Pia Favilli, Sônia Salzstein, H.J. Koellreutter, Leymert Garcia dos Santos, Lucia Seixas Prado, Lino de Macedo, Paulo Duarte Guimarães Filho, Cláudia T. G. de Lemos, F.G. Graeff, Renato Mezan, Lepold Nosek, Manoel Lauriano Salgado de Castro, Luis Carlos Menezes, Manoel Tosta Berlinck, Yusaku Soussumi, Ana Maria Andrade de Azevedo, Jansy Berndt de Souza Mello, José Américo Junqueira de Mattos, Marcio Giovannetti, Maria Cecília Andreucci Pereira Gomes.
Olá...achei esse site quando procurava algo sobre o autor do Livro evangelho maltrapilho e achei esse blog, e estou encantada com a estória do Pedrinho, sou estudante de fisioterapia,no segundo ano ainda, sou evangélica nesse momento estou no meu trabalho e muito me abençoou entrar aqui e com certeza voltareim mais vezes..DEus abençoe vcsssssssssss muitíssimoooo..Pedrinhooo vc é vitoriosoooo!! beijos a todos ah, vou ler uma Luta pela vida..beijosss
Gostei muito do que li...vc foi uma benção de Deus para o Pedrinho...só assim para eu dar valor a vida, pq reclamo muito da minha vida por coisas insignificantes (diante da vida do Pedrinho)etc...não sabia q ainda existia pessoas como vc,pq o mundo que vivemos é sujo e estamos aki apenas de passagem!!!isso é uma lição de muita coragem e força de vcs...ajudar uma pessoa é um grande ato de amor e vcs foram iluminados por Deus na vida do Pedro...e atualmente ele mora com quem???e qual a idade do Pedro???q Deus ilumine vcs e um grande bjo p Pedrinho do coração..
Fiquei emocionada com a historia de vida de sua familia. Lição de coragem e altruismo. Estou me sentindo pequena e egoista. Voces são pessoas especiais, que fazem a diferença neste mundo. Um abraço ao Pedro. Lavínia
Vc é show de bola Pedrinho! Conheci seu blog só agora, e já sou seu fã! Já estou pensando em adotar uma criança, lógico que futuramente, já que minha mulher tá grávida de três meses!
Olá Petit Pedro! Reclama ai do seu Paizão...Porque faz tempo que esse blog não é atualizado, veja a data: 07 de setembro
Enviado por Camilinha em 19/10/2005
Oi Mario acabei de comentar no seu orkut que te descobri por acaso e fiquei encantada com sua jornada de vida! Essa foto aqui ao lado, do Pedrinho, é atual? Bemn, quem olha não imagina como ele realmente ele foi encontrado mesmo...Uma coisa me descpertou a curiosidade ( nem sei se essa é a apalavra adequada!)mas, no começo de tudo (...era uma vez...) vc era casado e me parece que a decisão da adoção foi feita em conjunto; e atualmente? Onde está a mãe adotiva do Pedrinho? Ele ainda tem contato com ela? Que Deus abençoe essa família linda!
Oi PEDRINHO LINDO !Que saudades! Ah seu papito me faz lembrar minha mami, que pediu tanto uma esteira de presente, ganhou faz dois anos, e a esteira é que anda de 1 lugar pra outro aqui em casa hihihi!Bem tem que ter perseverança e se cuidar direitinho!Bom final de semana e feliz primavera!Beijokinhas docinhas em seu fofinho e lindo coraçãozinho!
Os adultos são assim mesmo, se contradizem o tempo todo. Mas dá um desconto, pelo menos o seu pai esta se cuidando....
Adoro sue espaço, sempre visito, acabei de criar o meu, é sobre autismo, sabe, eu tenho um filho de 5 anos q é autista,quando puder venha me visitar, vou ficar mto feliz. Rita Kuester ****:/spaces.msn.com/members/umcantoespecial
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras. O livro é
publicado pela Editora Mondrian.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.