Não só amanhã, como ontem e depois de amanhã também. Por isso meu pai decidiu pescar algumas informações na Internet. Você nem imagina o que há por aí de pais e mães - os PÃES - se virando para dar conta de criar seus filhos. Vamos ver?
O número de pães dobrou nos últimos 25 anos. Sós nos EUA, há 20 milhões de crianças que vivem só com pai ou mãe. Desses, 84% vivem com a mãe, ou seja, são as mulheres que carregam o piano. Quer ver como estão distribuídos lá nos EUA (sorry, meu pãe não encontrou dados mundiais ou do Brasil):
38% moram com pãe divorciado 35% moram com pãe que nunca se casou 19% moram com pãe separado 4% moram com pãe viuva(o) 4% moram com pãe que mora em outro lugar por causa do trabalho etc.
Mas nem todos esses são casos circunstanciais, isto é, de gente que acabou com uma criança sem querer querendo. 33% das crianças adotadas nos EUA são adotadas por pães, na maioria mulheres que preferem também adotar crianças que não são bebês.
Agora vem a surpresa: dos pães que adotaram seus filhos nos EUA, a tendência é de adotar crianças com necessidades especiais, crianças mais velhas, de minorias étinicas e/ou portadores de deficiência. Viu só? Eu não sou tão raro assim! Quer ler quando escrevi primeiro sobre o Dia dos Pães? Clique aqui.
Ei, você, editor. Por que não escrer sobre esta pauta PÃES?
Cinco Linguagens do Amor para Solteiros, As GARY CHAPMAN Se o amor tem as linguagens próprias, é igualmente certo dizer que, a cada fase da vida, o ser humano descobre uma maneira especial e específica de expressa-las. Adultos e crianças, homens e mulheres, enfim todas as pessoas precisam amar e ser amadas, e quando aprendem a comunicar este desejo, estabelecem um diálogo que transcende até tocar o divino: o próprio Deus de amor. Foi a partir desta constatação que Gary Chapman iniciou a série de best sellers “A Cinco Linguagens do Amor”, publicada no Brasil com exclusividade pela Editora Mundo Cristão.
Neste novo título, As Cinco Linguagens do Amor para Solteiros, o autor se vale de sua experiência como conselheiro familiar, palestrante e estudioso dos relacionamentos para abordar o período da vida em que a aplicação dos princípios das cinco linguagens é crucial para definir, restaurar ou consolidar o presente e o futuro de pessoas que, mais cedo ou mais tarde, formarão as próprias famílias. Não se trata de adaptação dos livros anteriores, mas de uma obra original, focada nos desafios que inúmeros homens e mulheres enfrentam diariamente.
O capítulo 13 contém diretrizes para os pais solteiros comunicarem amor a seus filhos. Por último, vamos enfocar a idéia de encaminhar-se para o sucesso com amor. Há cem anos, menos que um em cada cem adultos era pai solteiro de uma criança com menos de 18 anos. Existem hoje mais de doze milhões de pais solteiros com filhos menores de 18 anos aos seus cuidados — quase um em cada três famílias. Como é claro, muitos dos pais solteiros são também divorciados. Entretanto, um número crescente de pais solteiros nunca foi casado. Entre as mães solteiras, 40 por cento nunca se casaram com o pai de seus filhos. Assim, um número crescente de solteiros que nunca se casaram são também pais solteiros.
Não tenho o que reclamar sobre meus pais, acredito que quando há amor entre as pessoas, ele prevalece nas maiores dificuldades da vida, pois cada ser humano tem a sua capacidade de amar, pena que muitos ainda não a tenham descoberto. Acredito que o respeito, a compreensão e o perdão, regem nas pessoas a forma de amar com sabedoria, pois só o sábio conhecedor do amor compreenderá que só o amor abre o caminho para se chegar a paz de espírito. Enviado por Geonar em 13/08/2005
Pedro fiquei tão emocionada com sua história, que acabei cometendo um monte de erros no texto que te escrevi... sabes tenho disso, quando fico nervosa,emocionada, troco letras, engulo frases, escrevi feliz com "S", concordei vossas com suas, enfim a emoção tomou conta e português perdeu a importância, um beijo grande no teu coração. Sejas feliz! agora com Z
Pedro querido, a sua história de vida, emociona e encoraja, o amor de seu pai então... é algo extremamente especial, uma dádiva de Deus. Estou aqui para agradecer de coração a visitinha a meu blog, obrigada de coração pela oportunidade que tive de conhecer vossas histórias e o amor que há em suas vidas. Um felis dia dos pais a todos... que com seu amor, cuidam... protegem, envolvem... abraçam uma vida ... uma causa. com carinho Viviane
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras. O livro é
publicado pela Editora Mondrian.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.