Viu só, gente? Mandei meu pai de porta-voz no programa "Melhor da Tarde" e sabe o que aconteceu? Nada! Ele travou completamente. Perdeu até o jeito de falar.
É isso que dá achar que uma mesma pessoa pode fazer muitas coisas. Ele vive dando palestras e falando em público para milhares de pessoas, dá entrevistas na TV, no rádio, no jornal, sempre falando de negócios. Mas na hora de falar do filhão aqui...
A desculpa é que o assunto é diferente. Falar de negócios é mais fácil, porque não envolve emoção. É só dizer do que aprendeu, do que está aprendendo e do que pretende aprender. Tudo fica muito no mundo da ficção, da previsão, do pode funcionar ou não. Já quando o negócio é família...
Ele disse que ficou com medo de falar muito e parecer que estava querendo vender alguma coisa de seu lado profissional. Tudo bem. Mas não precisava ficar tão travado daquele jeito para falar de mim, né? Essa história de que eu estava mandando ele lá de porta-voz era brincadeirinha. Nada profissional. Não tinha pagamento não. Podia falar à vontade. [>> Envie a um amigo >>]
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Brincando a Brincadeira com a Criança Deficiente MARLENE V. LORENZINI De um modo simples, direto, inteligente e criativo, a autora explica o processo de aquisição da habilidade motora, a partir do que ela chama Brincar a Brincadeira. Voltando a atenção para adultos, pais, profissionais e estudantes envolvidos com crianças deficientes, demonstra a necessidade de se despojar dos bloqueios adquiridos em relação ao brincar e à criança.
Meu nome é Matheus, tenho 10 anos, eu tenho um irmão autista, o Gabriel que tem 5 anos. Ele é muito especial, em todos os sentidos, o Gabi como nós o chamamos,está aprendendo a falar, mas só fala quando quer, ele é muito carinhoso, adora abraçar, beijar e vive sorrindo. Ele frequenta uma escola normal e ja conhece os números, outro dia ele os escreveu,de 0 á 10, foi uma festa em casa, todos ficamos surpresos com a nova descoberta, só que agora ele não quer mais escrever, mas tudo bem, nós respeitamos o tempo dele. O Gabi é um garotinho lindo,e principalmente muito feliz,minha mãe diz que ele é um anjo que esqueceu de virar criança quando desceu á terra, por isso ele é tão especial,e nós somos especial também, porque fomos escolhidos para te-lo conosco.
Eu tenho uma irmã especial, ela se chama Beatriz, eu a acho muita fofa, e de vez em quando muito chata, todos dizem que eu tenho muita paciência com ela, mas é díficil, pq ela é hiperativa, e não da paz nem na hora de dormir, para falar a verdade, ela praticamente não dorme a noite, de vez em quando da um cochilo de dia. A Bia não tem diaginóstico, já fizemos todos os tipos de exame e não dá nada, ela tem nove anos, mas não sabe ler, escrever, não tem noção de espaço e não sabe falar. Ela parece ser autista, mas não fechou diagnóstico, ela é muito carinhosa, mas só quando quer, puxa o cabelo de todo mundo, mas precisa de motivo para isso, ou então ela fica muito nervosa, mas adora da beijinhos, abraços, e faz graçinha para todo mundo rir, ela é a queridinha aqui de casa, de vez em quando fico pensando o que ela gostaria de contar...
Aos 42 anos e com um sobrinho especial, pouco percebia o quanto minha cunhada e irmão cuidavam dele,o quanto é díficil e o quanto Deus havia escolhido para que tomassem conta dele,... até porque somente alguém iluminado, tendo as bençãos de Deus pode cuidar deles. Aqueles pais que assim não fazem, largando-os em "qualquer" lugar deverá acertar as contas; não com Deus e sim com a própria consciência. Juvenal
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.