O dia de ontem, 16 de fevereiro de 2005, foi diferente. Um dia desses que ficam bem marcadinhos na memória da gente, um dia de alegria e tristeza. Foi nesse dia que vovó fez a viagem que ela mais queria e aguardava com alegria. Foi nesse dia que uma triste saudade nos invadiu, mesmo sabendo que não seria um "adeus", mas um "até breve". Foi nesse dia que vovó foi para o céu.
Eu já falei do vovô aqui, que foi morar no céu em 1998. Ontem foi a vovó quem fez as malas – ou, melhor dizendo, deixou todas as malas – e viajou para lá. Vai deixar boas lembranças. Tem as lembranças tristes também, pois a partida não foi algo muito agradável de se ver.
Em suas últimas horas aqui, vovó já respirava com muita dificuldade com a ajuda de uma máscara de oxigênio e estava em sua própria cama, onde disse que queria estar. No armário bem em frente, um cabide com o vestido que ela escolheu para seu sepultamento. Vovó sempre foi organizada: além de querer ter certeza de seu destino eterno com boa antecedência – certeza que ela encontrava na Bíblia em João 5:24 –, ela deixou tudo arrumadinho para a viagem.
Cercada por filhos, genros e netos, além das enfermeiras que cuidaram dela de um modo todo especial, vovó deu seu último suspiro enquanto meu tio lia em voz alta o Salmo 23. "Bondade e a misericórdia" a seguiram durante sua vida e naquele momento ela estava desembarcando no céu, para habitar "na casa do SENHOR por longos dias". Foi naquele momento que ela viu a face de seu amado Salvador Jesus.
Vovó toda produzida para o casamento de minha irmã em dezembro de 2004.
Hoje de manhã, cantaram um hino na hora do sepultamento:
A Deus seja a glória, que ao mundo Ele deu, Seu Filho bendito que por nós morreu; Expiou os pecados de quem nEle crer, Abriu-nos caminho por Seu padecer.
Entre lágrimas, meu irmão comentou com minha prima:
– Você se lembra de quando éramos crianças e dormíamos na casa da vovó, e acordávamos com ela cantando alto este hino enquanto passava o aspirador? – os dois riam e choravam ao mesmo tempo. Aspirador nenhum será capaz de limpar lembranças assim.
Já em casa, papai conversou um pouquinho com meu irmão, só para lembrar que tivemos uma vovó e um vovô que realmente deixaram uma marca na vida de todos nós. Qualquer um dos dois poderia dizer, naqueles minutinhos que os separavam da eternidade:
"O tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda." 2 Timóteo 4:6-8
O que meu pai queria dizer a meu irmão é que um dia ele também poderá deixar marcas profundas – boas ou ruins – naqueles que vierem depois. Que marcas serão?
A fé do vovô e da vovó em Jesus foi uma das marcas que deixaram em filhos e netos. Outra foi a vida de dedicação a essas duas gerações. Finalmente, a marca mais importante foi mostrar – até na hora de passar o aspirador – que não cabia a eles o mérito pelo que eram e faziam. Um dia, a coroa que está reservada para cada um deles no céu eles as depositarão aos pés do Único que é digno de receber toda glória.
Glória a Deus! Glória a Deus! Que de tal modo amou; Glória a Deus! Glória a Deus! Que a Seu Filho entregou! Venhamos por Cristo, ao Deus Salvador, E demos-Lhe glória por tão grande amor.
AOS PAIS DE MEUS NETOS G. C. Willis Cartas de um avô. Lições que pais e mães podem aprender com as famílias da Bíblia. Este livro é de grande valor para casais, especialmente quando ainda noivos ou recém casados, mas também aos já "estabelecidos". O autor toma vários lares da Bíblia e aponta para as suas falhas e virtudes. Apresenta dicas e lições muito úteis a todos que têm o propósito de educar seus filhos no temor do Senhor.
Vivemos em dias em que o modelo estabelecido para a vida em família é bastante questionado, porém os pensamentos de Deus não mudaram. Deus nos dá em Sua Palavra (a Bíblia) muitos exemplos e também ordenanças para que a nossa vida familiar Lhe seja agradável. Daí a grande importância de recordarmos os princípios divinos e obedecer a eles, para que possamos contar com a bênção de Deus. Estamos dispostos a atender?
SINTO MUITO POR TUDO ,PEÇO A DEUS PARA TE DAR MUITA FORÇA E CORAGEM.. DEUS É FIEL!!! JESUS TE AMA MUITO !!! PAZZZZZ!!!!
Enviado por camilla em 10/05/2007
Oi, Pedro. A sua história me lembra a minha personal coach, minha vó Nadir, que foi encontrar o Senhor há 5 anos. Foi uma perda irreparável. Sinto muita falta dela e de seus carinhos. Ela era uma pessoa maravilhosa, de uma espirituosidade incrível. Sofri muito, mas hoje sei que ela está sempre ao meu lado. Pude sentir isso há 6 meses atrás quando sofri um grava acidente. Tenho certeza que ela estava lá em cima ao lado do Senhor, torcendo por mim. A dor sempre é grande, mas a alegria dos bons momentos nos faz superar. Um beijo, Vanessa Pegurier.
Enviado por Vanessa Pegurier em 22/03/2005
foi a 5 anos a traz k o meu kerido irma teve um grande acidente de mota foram meses mto triste nc mais vou esckecer .. teve imenso tmp de coma foi horrivel msm nc mais kero voltar a passar pelo msm i n desejo isso a ngm por mais k eu odei essa pexoa gracas a deus a td bem mas podia tar tdo mal... po isso tenham mto cuidado a estrada pode ser um caminho fatal "PAZ NA ESTRADA" e "PAZ NA VIDA"
todos os anos morrem mais de 1000 pexoas na estrada umas por terem bebido outras por volucidade conduzam com cuidado para prevenir a vossa vida i a dos outros.. motas entao smp smp capacete uma queda de cabeça pode ser fatal..
envitem os acidentes para o vosso bem i para o bem de tds.
foi no dia 23 de abri k meu avô morreu foi um dia mt msm mt triste parece k ficamos perdidos kando perdemos algem k nos amava mos.. a tristeza n e uma coisa k aparece mas sim k nos sentimos kando a dor e mta "amamos te avô"
Lamento profundamente a grande ´perda. Desejo que Deus a receba na sua infinita bondade para que ela possa continuar a bela missão de proteger aqueles que a amam. FORÇA! Um abraço Eliane
Que linda história de vida! Tenho 54 anos e sofri uma grande perda em 11 de outubro do ano passado. Meu genro Eduardo Medina foi com a familia (minha filha Cristiane Matos, meus netos Luiz Guilherme e Eduardo Jr e a tia deles Luciene) para Natal. Iam curtindo maravilhosamente a viagem, num carro zero, quando quase no término da Bahia, o carro capotou por caysa de um buraco enorme e meu genro se foi. Olho para a foto deles que tenho aqui em minha estante, e penso com que buraco ela ficaria agora, sem a imagem dele. Sinto uma vontade tremenda de PROTESTAR, de fazer as autoridades cuidarem mais das estradas pois um buraco na estrada, causa BURACO em muitas famílias. A sua história me comoveu, pois o meu genro foi personal coach de muita gente, inclusive dos jovens maçons aqui de Campo Grande-MS Sua história me deu um novo motivo pra viver. Ser uma avó-apoio para meus netos que aos 5 e dez anos, respectivamente, ficaram sem o pai, que pescava com eles, jogava bola com eles, caminhava com eles... Um beijo Marinélia Martins Matos
É isso aí Pedrão, estamos triste em saber que não a teremos por um pouco de tempo, mas alegres, muito alegres pela certeza de nos encontrar-mos com ela daqui a pouco e que vamos ficar por toda eternidade ao lado dela contemplando Aquele que a quis salvar. Fique firme camarada! Abraços
Eu sei o que deve significar prá você o dia 16 de fevereiro, o primeiro dia sem alguém. Prá min siginifica 5 anos sem alguém neste dia no ano de 2000, as 22:30 morria a pessoa mais importante prá mim que também era minha personal coach!! Hoje sou minha própria personal, sei que onde cheguei tenho a certeza que tem seus dedinhos e sei que olha por mim e me acolhe quando estou triste, sei que é o Sol que me aquece pela manhã que aquece o meu dia e a lua que ilumina as minhas noites mais escuras. E hoje este dia siginifica nada mais do que lembranças em que a 5 anos atrás eu fiquei sem falar e chorei muito. Hoje siginifica também, fazem 5 anos que ela me proteje de la de cima dando um toque prá ele não desistir de mim. Obrigado Deus por tê-la do seu lado e deixar com que ela me proteja.
Olá, Pedrinho Temos algo em comum: o mesmo defeito de fábrica e essa teimosia de gente que insiste em acreditar em nós. Não é por acaso. Quando dizem que somos feitos de pó, podem não perceber, mas dizem também que somos feitos da própria carne das estrelas. Um dia voltaremos a encontrá-las, assim como a vovó, que já brilha lá por cima e lhe iluminar o caminho.
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras. O livro é
publicado pela Editora Mondrian.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.