09/02/2005
Quantas estrelas há no universo? E qual o nome delas?
Até parece brincadeira perguntar isso, não é mesmo? Mas estou falando sério. Você não é um que quer ter respostas para tudo? Eu também, então vamos tentar responder esta. Mas lembre-se: a resposta deve incluir também o nome de cada estrelinha que pisca lá em cima. E as que não piscam também.
"Temos idéia de quantas estrelas há no universo, existem mais estrelas que grãos de areia em todas as praias da terra juntas. Cada estrela dessa pode ter um sistema planetário. É possível, nós não sabemos se tem, que em nossa galáxia exista pelo menos 500 bilhões de planetas, repito só na nossa galáxia. Conhecemos 100 bilhões de galáxias. Se nove planetas por estrela for uma boa média, a única estatística que conhecemos é o sistema solar. Temos que multiplicar isso por nove para saber qual o número de planetas."
Quem disse isso foi João Steiner, Professor do Departamento de Astronomia do Instituto Astronômico e Geofísico da USP. Acho que ele entende do assunto, mas se eu perguntar se ele conhece o nome de cada uma dessas estrelas e dos planetas que giram em torno delas, o cara vai rir da minha cara. Vai mesmo! Porém...
"O Senhor... sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas. Conta o número das estrelas, chama-as a todas pelos seus nomes. Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu entendimento é infinito."Salmos 147:3-5
Você se lembra daquela historinha que contam de Santo Agostinho, cujo primeiro nome era Aurélio e viveu uns 350 anos depois de Cristo? Diz a historinha que ele estava tentando entender as coisas de Deus enquanto passeava pela praia e encontrou um menino que tinha cavado um buraquinho na areia. Com uma concha o menino buscava água do mar e despejava no buraco.
– Por que faz isso? – perguntou Agostinho.
Só de perguntar para uma criança brincando na praia por que ela pega água do mar e joga num buraquinho você já pode ver como o sujeito era curioso, né? Aí o garotinho respondeu:
– Ô tio, quero colocar todo o mar dentro desse buraquinho.
Pode ser que ele não tenha falado "ô tio", mas é que esta é uma versão modernizada da história. Se você achou que o menino era meio "mané" por achar que seria possível fazer o mar caber no buraquinho, foi a mesma coisa que Agostinho perguntou a ele e levou uma tremenda lição de moral do garoto:
– Ô tio, e você não acha impossível fazer Deus caber na sua cabeça?!
A razão de eu contar isso? É que a vovó está doente, muito doente. O câncer que começou no pulmão chegou aos ossos e agora ela está numa cama com muitas dores. Vovó tem certeza de que irá para o céu a qualquer momento e fica olhando o céu pela janela do quarto, dizendo que quer ver Jesus vindo daquele lado para buscá-la.
Vovó no casamento de minha irmã, em dezembro de 2004.
Mas ela tem perguntas – todos nós temos. E ontem perguntou ao meu pai se ele sabe o que Deus planeja, para ela estar numa situação assim. Meu pai, que tem ele mesmo muitas perguntas ainda não respondidas, respondeu com outra pergunta:
– Quando eu era pequeno, você respondia todas as perguntas que eu fazia?
Não, ela não respondia, porque papai não teria capacidade para entender as respostas. Talvez a pergunta dela fique sem resposta por mais algum tempo, até ela ter condições de entender. Talvez as perguntas minhas, de meu pai ou mesmo as que você está fazendo agora fiquem sem respostas por algum tempo. A única pergunta para a qual você pode ter a resposta hoje mesmo é esta:
Você já obteve a certeza de que estará no céu para ouvir todas as respostas da boca de Deus?
Uma dica: procure neste link onde aparece a frase "tem a vida eterna" para saber a resposta.
"José foi ríspido na conversa com seus irmãos. Ele os lançou na prisão e disse aos carcereiros que os guardassem, mas quando ficou sozinho, chorou, apenas para "exaltá-los" no seu devido tempo. Oh, que conforto existe nisso! O Senhor pode estar fazendo assim também. Enquanto Sua mão exteriormente de modo ríspido, Seu coração está sofrendo." J. G. Bellett
"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas... Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido."Apocalipse 21:4 e 1 Coríntios 13:12
Deus Sabe que Sofremos PHILIP YANCEY Neste livro, você encontrará as mais importantes respostas para esse inquietante problema que diz respeito a todos nós. Com sensibilidade e profundo conhecimento do assunto, o autor trata o tema de maneira clara, informativamente rica e fundamentalmente bíblica, comentando também as conclusões a que chegam os maiores estudiosos do assunto. Um livro de estilo fácil, que responde questões difíceis. O autor trata da dor em diversos ângulos com diversas reações, deixando extravazar suas emoções no fim de cada capítulo. O livro conta o caso de um portador de Hanseníase que teve os pés deformados por usar sapatos que lesavam seus pés. Mesmo percebendo visualmente que os pés estavam sendo lesados, ele se recusava a usar outro tipo de sapato pois, sem a dor, essa percepção não era suficientemente discriminativa para gerar um comportamento de preservação do organismo.
Ao ler essa pagina percebi o quanto sou egoista,pois tenho meus braços,pernas,tudo em perfeito estado e muitas veses reclamo da vida.ao contrario de Pedro que com todos os seus problemas ainda insentiva as pessoas a viverem em armonia com a vida.Boa sorte Pedro e que Deus le de muita força para continuar essa batalha.
OSS... Acho lindo pessoas que nunca desistem de seus sonhos e nem se abalam por espinho e obstáculos que aparecem em nossa vida, seja forte e confiante, estou com você, e Deus está com todos nós! OSS...
Como sempre Mario Persona, mais uma vez me emocionou lendo suas crônicas. Pois me fez lembrar que dias antes do falecimento de minha avô, me sentia cada vez mais fraca e desprotegida, quando ela veio a falecer me senti só, sem rumo, direção e perspectiva de vida então ao chegar a falecer, senti como se eu estivesse-a enterrando.. Passado-se o velório eu somente conseguia escrever e também tinha a certeza em minhas crônicas que ela também seria uma das estrelas que estaria no céu me olhando, apartir daquele dia, então tive a certeza que ela é uma das estrelinhas que nascem a cada dia, neste enorme céu. Tenho certeza que ela olha por mim e não deixa que Deus desista de mim em momento algum,pois ela sabe que ele tem um grande plano em minha vida. E sei que principalmente nesta semana está comigo, onde estou passando por algo que está cada vez mais me machucando.Espero que isso passe e que Deus e minha avô me ajudem a sanar está ferida.Pois se não tiver está força não sei se irei aguentar mais uma vez. Tenho a certeza de que eles torcem e oram por mim.Ela hoje continua respondendo todas as minhas dúvidas e questões. Que Deus esteja com todos e comigo.
Olá ! Que surpresa agradável entrar aqui e ler palavras tão doces, singelas e que nos ensinam tanto. Obrigada pelo privilégio de conhecer um pouquinho a história do Pedro. Voltarei aqui para saber de tudo ! Um beijo com muuuito carinho !
Não sei exatamente quantas, nem se entendi direito a questão..mas...
Conheço duas que piscam muito. São reluzentes e dá pra ver da minha cama quando vou descansar... São duas estrelinhas poderosas, que velam o meu sono.. Antônio e Eliana.
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras. O livro é
publicado pela Editora Mondrian.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.