Quer dizer que você acha grande coisa alguém ter adotado uma criança especial como eu? Oras, isso não é nada. Café pequeno. Quer saber mesmo o que é adotar crianças? Então quero apresentar a você Rosemary J. Gwaltney e seus vinte e seis filhos.
Rosemary decidiu adotar crianças que ninguém queria, que ficavam muito tempo à disposição de uma família e ninguém aparecia. As primeiras crianças não tinham deficiências e depois de alguns anos ficaram independentes. Então apareceu Misty.
Parece que ocorreu um problema de informação, mas Rosemary entendeu que aquilo também era uma decisão de Deus. Primeiro ela se assustou com o fato de ter adotado uma criança especial. Depois se apaixonou de tal maneira pela criança que decidiu adotar outras iguais a ela. Com a chegada de Misty a vida de Rosemary iria mudar.
Acho que você vai querer saber mais sobre a história de Misty, né? Bom, vou contar nos próximos dias. Enquanto isso, em seu site Rosemary conta que hoje só tem sete filhos morando com ela. Ela decidiu contar a história das crianças que adotou depois que percebeu que há poucas histórias de crianças com necessidades especiais.
Nem todo mundo gosta de contar sua história. Eu gosto e espero que você goste de ler. Na próxima tem mais sobre Rosemary e suas crianças, mas se você lê inglês, vai querer conhecer todas as histórias que estão lá no site dela.
Pais de Crianças Especiais DONALD J. MEYER O livro, editado por Donald J. Meyer e lançado no Brasil pela editora M. Books, reúne depoimentos de pais, homens que foram convidados a falar sobre a experiência de ter filhos especiais e como isso mudou suas vidas. Este título é o primeiro escrito por pais para pais, mães, amigos e profissionais da área. “Jessica me ensinou o que é o amor verdadeiro. Poetas e padres, jovens amantes e idealistas profanam o conhecimento deste conceito, há anos. No silêncio de Jéssica, aprendi a verdadeira essência do amor: dar tudo e não esperar nada em troca.” Pais de Crianças Especiais é uma corajosa coleção de textos de pais que foram convidados a falar sobre a experiência de ter um filho especial e quanto isso mudou a vida deles. Dezenove pais olharam com introspecção e honestidade para este assunto profundamente emotivo, e ofereceram uma perspectiva raramente ouvida sobre a criação de filhos com necessidades especiais. Pais de Crianças Especiais, o primeiro livro escrito para pais por pais, também será de grande ajuda para as mães, a família, os amigos, prestadores de serviços, que vão apreciar este raro debate, e talvez aprendam com o que esses pais têm a dizer. “Esta poderosa coleção de textos revela a visão e o comportamento de pais de crianças especiais de uma maneira totalmente nova. As histórias são comoventes e ricas em sabedoria, contadas graciosamente. Pais de Crianças Especiais é uma adição bem vinda à literatura, mas o mais importante é que se trata de um livro honesto e corajoso”. Gilberto Gaui, duas vezes vencedor do Prêmio Pulitzer “Pais de Crianças Especiais é uma analogia multiforme da emoção humana, uma obra-prima poética, escrita pelo lado mais fraco do casal: os pais. Ao ler este livro, senti-me em uma montanha-russa, passando por uma série de descobertas e de obras de arte que eu, de fato, não seria capaz de pôr em palavras...Não há nada – absolutamente nada – que se compare a Pais de Crianças Especiais”. H. Rutherford Turnbull, III Co-Diretor do Beach Center on Families and Diisability
Olá, pedrinho estou acessando seu site hoje pela primeira vez e fiquei muito alegre pela sua história de superação.Sou ma~e de uma criança especial, que se chama Isis (é uma princesa), ela é linda e muito alegre.Terei oportunidade futuramente de lhe enviaar uma foto dela é que a minha impressoraestá com defeito e não consigo digitalizar as fotos.beijos muitos. Que Deus contnue te abençoando e toda a familia que Ele escolheu para voce.
Olá Pedro! Hoje foi a primeira vez que visitei sua pagina....e estou muito feliz por te-lo como amigo, mesmo por aqui....e aprender algo com Vc! Carinhosamente um beijo à Vc que é tão especial.
Olá Pedrinho,ontem assisti a 2 filmes que você indicou, (Pequeno Milagre e Sempre amigos), chorei muito, não de pena dos meninos e sim por ter vocês crianças especiais para nos ensinar o verdadeiro amor ... Tenha uma ótima semana, beijos
Você realmente é uma pessoa ESPECIAL, só uma ser tão especial tem a capacidade de escrever tudo que você escreve.
PARABÉNS!!!!! Além disso você é abençoado por ter encontrado pessoas que te amam.
Tenho um Blig, é novo ainda, estou tentando contar um pouco da história que estou passando. Pretendo adotar uma menina (5 anos), porém seu pai não autoriza e ela vive num orfanato.
Visite meu Blig e ficarei grata se tiver alguma informação que possa me ajudar.
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras. O livro é
publicado pela Editora Mondrian.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.