Se você já passou por aquela experiência de enviar um e-mail sem pensar, fique sabendo que agora é possível enviar e-mail só pensando. Não acredita? Então leia a notícia.
"O Brain Gate (Portal do Cérebro), que consiste de um sensor implantado no córtex motor do cérebro - responsável, entre outras coisas, pelo processamento de informações - e de um dispositivo que decodifica certos sinais neurais, foi testado em um tetraplégico de 24 anos. Segundo a Cyberkinetics, o paciente conseguiu realizar várias tarefas digitais, inclusive enviar um e-mail." (fonte: Agestado)
A idéia é descobrir onde o cérebro executa determinadas funções e transformar as alterações que acontecem ali em impulsos que movimentem equipamentos. É mais ou menos o que acontece com os impulsos elétricos (acho que é isso) do coração que são transformados em movimento para a agulha do eletrocardiograma funcionar.
Mais uma experiência para tetraplégicos além do mouse de olho que já comentei aqui. Que bom que existe gente pesquisando essas coisas, né? Enquanto isso tem gente pesquisando outras, como mísseis mais eficientes para criar mais pessoas mutiladas que irão precisar dessas novas invenções para devolver a elas os movimentos que a mesma tecnologia tirou. Mundo louco esse, não é mesmo?
É claro que nessas horas a gente dispara todas as armas contra os caras "do mal" e aplaude os caras "do bem". Mas... o que pensar das pessoas que fazem mal a elas mesmas se intoxicando? E os que vivem correndo riscos desnecessários? É... acho que não vou entender nunca essas coisas. Os cientistas podem até descobrir como fazer para o pensamento passar e-mail, mas nunca vão descobrir o que se passa no pensamento.
Lições Sobre Amar e Viver MORRIE SCHWARTZ Morrie Schwartz foi professor de Sociologia da Universidade Brandeis em Waltham, Massachussets, durante trinta e cinco anos, antes de aposentar-se e escreveu este livro enquanto lutava contra uma doença terminal. Ele mostra que, apesar de passar por um momento difícil ao estar próximo da morte, é possível viver de forma digna e generosa. Mais do que ensinar sociologia, Morrie Schwartz ensinou a seus alunos uma bela maneira de encarar a vida e a morte, tornando a existência algo com mais sentido e alegria. A essência de sua sabedoria pode ser encontrada no livro "Lições Sobre Amar e Viver", do próprio professor, e "A Última Grande Lição", do escritor Mitch Albom, que foi seu aluno.
Oi. Pedro. Encontrei seu blog por que estava procurando "mensagens positivas", para enviar por e-mail para amigos. Não precisei mais procurar. Achei em vc.!!! Beijos.
Olá pedrinho, sou aquela professora que procurando ajuda para minha aluna aprendeu uma lição de vida que pretendo passar para muitos que são pessoas que não estão sabendo como podem ser felizes e que suas limitações são tão pequenas e insignificantes perto das suas ou da minha aluna que pecam por todos os dias que poderem levantar, andar, falar, enxergar, mas se esquecem de agradecer a DEUS simplesmente po respirar.
Oi PEDRINHO LINDO QUERIDO !! Olhe concordo plenamente com você!gente que tem saúde e fica desperdiçando se intoxicando é difícil de entender!Agora se isso de passar e-mail por pensamento fosse possível sem equipamento ai...ai que seria a solução dos meus desejos! Hihihi Desejo passar 1 montão de e-mails pros amigos, mas cade tempo!Um lindo fim de semana com saúde, alegria e amor!Beijokinhas docinhas em seu sábio e dedicado coração!
Que máximo heim??? Mas na verdade não é sobre isso que quero comentar rapaz to emocionada com sua história, que Deus continue te abençoando ricamente, beijos da amiga Drika. Pedrinho, descobri seu blogger pq seu Pai faz parte da mesma comunidade que eu no ORKUT sobre filhos adotivos.
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras. O livro é
publicado pela Editora Mondrian.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.