Pois é, gente. Acabam de inventar um mouse diferente, para ser usado com o olho e especialmente indicado para portadores de tetraplegia e outras lesões que impedem os movimentos. Foi um brasileiro quem inventou o tal mouse para o olho.
Mouse é aquele negocinho que a gente mexe para clicar nas coisas na tela do computador. Em Portugal eles chamam de rato, mas brasileiro é mais chique e usa a versão inglesa. Pois é, o mouse para o olho é um dispositivo que identifica o movimento do globo ocular e das piscadas para criar o mesmo efeito da bolinha do mouse rolando e do clicar. Pode servir para usar o computador, mas logo vai servir para ligar a TV, acender as luzes ou virar a página de um livro.
Muita gente em todo o mundo já usa o olho para se comunicar – e não estou falando daquelas piscadas de paqueras não! Pessoas que perderam os movimentos acabam utilizando alguns métodos de comunicação envolvendo uma tabela com palavras ou com o alfabeto dividido em quadrantes. O acompanhante percebe para onde a pessoa olhou e assim pode identificar a letra ou palavra que ela quis dizer.
Livros inteiros já foram escritos assim, apenas com movimentos dos olhos ou de algum músculo do corpo que tenha ficado intacto. É o caso de Robert Horn, que viveu 14 anos com Esclerose Lateral Amiotrófica. A doença fez com que perdesse todos os movimentos do corpo, exceto dos olhos. Nesse período escreveu dois livros e mais de uma centena de artigos. Um de seus livros tem por título "How Will They Know If I'm Dead?", que significa "Como Eles Vão Saber se Morri?".
"Estou convencido de que o que sobrou em mim tem maior valor do que aquilo que perdi. Acredito que as coisas que posso fazer são mais importantes do que aquelas que não posso. A chave para meu bem-estar psicológico é manter o foco naquilo que posso fazer, em minhas habilidades, do que em minhas deficiências e limitações. Ocupar-se com estas é se enlamear de dor e auto-piedade. Às vezes isso é, para mim, inevitável e até necessário. Mas concentrar-me em minhas habilidades é fazer um convite ao otimismo, à realização e às novas oportunidades."
No mesmo texto Horn cita algo que leu de Charles Swindoll sobre atitude:
"Quanto mais eu vivo, mais entendo o impacto da atitude na vida. Para mim, atitude é mais importante do que fatos. É mais importante do que o passado, do que cultura, do que dinheiro, do que as circunstâncias, do que os fracassos, do que os sucessos, do que aquilo que os outros possam fazer, dizer ou pensar. É mais importante do que a aparência, capacidade ou habilidades. Atitude é o que cria ou destrói uma empresa, uma igreja, um lar.
"O incrível é que todos os dias podemos escolher a atitude que vamos adotar naquele dia. Não podemos alterar nosso passado. Não podemos mudar o fato de que as pessoas irão agir de uma certa maneira. Não podemos mudar o inevitável. A única coisa que podemos fazer é tocar com a única corda que temos, e esta é nossa atitude... Estou convencido de que a vida é 10% o que acontece comigo e 90% como eu reajo a isso."
Olá! Pedro, também tenho filho que e chama Pedro(Pedrinho),hoje tem 2anos e 7 messes nasceu c/ (sindrome de west)fasia farias crises mais, GRAÇAS A DEUS hoje ñ faz mais ainda ñ anda e ñ fala, mais eu creio em um DEUS grande e que pode tudo. AMEI o que sobre vc é uma história linda!!Parabéns pela nova familia.Deus tem uma obra na sua vida . Um beijo! beth
è uma verdadeira lição de vida. Foi muito importante pra mim.
Enviado por gloria regina em 12/10/2004
Oi PEDRINHO LINDO FOFINHO! Olhe depois de ler isso que Charles Swindoll escreveu. Nunca mais esquecerei! Copiei e vou imprimir e deixar nas cabeçeiras de todos daqui de casa! Um exelente final de semana da criança, com muita alegria e saúde! Beijokinhas docinhas em seu exemplar e amado coração!
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras. O livro é
publicado pela Editora Mondrian.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.