Gente, que tosse! Há mais de uma semana estou tossindo assim, "Cóf! Cóf! Cóf!". Também pudera, com esse ar seco não há pulmão que resista. O meu deve ter um quilo de poeira preso lá. Ganhei até um presente por conta disso!
Verdade, minha irmã comprou um umidificador de ar para colocar no meu quarto. Como eu durmo com meu irmão, ele reclamou um pouco, mas um pouquinho só. Reclamou do barulhinho que dá vontade de fazer xixi. É que fica a noite inteira aquele barulhinho de água fazendo "Glub! Glub! Glub!" e a bexiga acorda.
Antes dessa minha fase de "Cóf! Cóf! Cof!" veio uma de "Atchim! Atchim! Atchim!". Acho que todo mundo aqui passou por ela, mas sararam antes de mim. Meu problema é não saber administrar a caca que se acumula no nariz. Alguém precisa assoar meu nariz, e é o que faz quem me acorda primeiro de manhã.
Meu levantar funciona assim: alguém me chama sempre antes de eu acordar, porque nunca se sabe se a fralda aguenta mais um "Xiiiiiiii...." por causa do "Glub! Glub! Glub!" do umidificador. Então eu engatinho até a privada e fico lá resolvendo minhas prioridades matinais. Alguém acaba trazendo meu leite para tomar ali mesmo, que nem um reizinho no trono.
Aí vou para a pia, onde me agarro e fico de pé. Quem lavar meu rosto vai ajudar também a assoar meu nariz. É um tal de "Prrrrruuuuuu...." Eca! Que meleca! Se você tem nojo de caca de criança, é melhor nem ler porque agora vem a melhor parte. Quando eu era criança, alguém ensinou meu pai que quando a caca está "no ponto", tem um jeito ótimo de "puxá-la" de dentro do crânio. É só fazer um rolinho de papel higiênico e ir enrolando a caca nele.
Tudo bem, esse papo tá prá lá de nojento, mas se você for pequenininho e seu nariz já estiver todo machucado de tanto assoar, vai me agradecer pela dica. Agora é só ter paciência, porque faz um pouco de cócegas. Mas que funciona, isso funciona! Vou parar por aqui. Bom jantar para você.
Parceiros da Inclusão Escolar MAGALI BUSSAB PICCHI Nesta obra a autora defende o processo de inclusão escolar de alunos portadores de necessidades especiais em classes regulares, recebendo uma educação comum. Discute as vantagens e desvantagens deste sistema, sem descuidar das necessidades educacionais individuais desses alunos. É destinado a educadores, “parceiros” que buscam outras soluções para a metodologia de ensino vigente.
Oi Pedro tudo bem? Olha fiquei bastante sensibilizada com a sua história e por isso resolvi te escrevi para que vc saiba que Papai do Céu e nós te amamos muito. Olha também tenho um filho de 11 anos que chama Pedro. Tenho também blog, quando quiser me visitar será um enorme prazer te receber para tomarmos um lanchinho. Pede para o seu papai ou sua irmã te levarem lá, ok? Anota ai o endereço: ****://feitosacris.zip.net
Oi PEDRINHO LINDO tudo bem agora? Ando com pouco tempo pra tantos amigos que tenho! Adoro vir aqui e deixar um carinho a todos! Mas sempre que posso venho visitar você viu!Espero que estejas melhor agora, esse tempo está muito seco mesmo! Uma boa entrada de primavera pra todos com perfumes das flores em suas vidas!Beijokinhas docinhas em seu puro e amado coração!
Olá Pedrinho estava sumido,não demita seu papai não ,mesmo que demore suas atualizações adoramos ver a maneira carinhosa que seu papai escreve seu dia-dia!!! Ah mandei um e-mail para seu Papai pq queria participar do Orkut ,sabemos que ele é ocupado ,mas gostaria muito de receber o convite!!! Beijos no seu corção e que Deus ilumine vc e sua familia
Tchau
Ah o Kaike esta com um flog de fotos ....de uma olhadinha!!!
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras. O livro é
publicado pela Editora Mondrian.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.