Os novos papai e mamãe que Deus preparava para mim estavam morrendo de medo da decisão que haviam tomado. É natural. Às vezes uma criança nasce com alguma deficiência, e isso pode trazer muita frustração aos pais. Eles já tinham dois filhos saudáveis, um menino com quatro anos e uma menina com seis. Agora pretendiam entrar no mundo das famílias dos portadores de deficiência - um mundo que não é horrível ou impossível de se viver como a maioria pensa - e adotar uma criança assim. A dita sabedoria popular teria dito que "isso era procurar sarna pra se coçar"!
E foi exatamente por esta razão que nem quiseram arriscar. Não falaram de seus planos para ninguém. Nem para parentes, nem para amigos, nem para os irmãos de fé com os quais costumavam se reunir em um apartamento para ler a Bíblia, orar e louvar a Deus. Só contaram para o próprio, para Deus. E por dois meses aquela pequena gangue de quatro cúmplices - dois dos quais eram crianças demais para entender - traçaram aquele plano louco pediram que Deus mostrasse se aquele era também um plano dEle ou apenas mais uma aventura inconseqüente do casal. Cá entre nós, acho que Deus ouviu as orações das crianças. Geralmente elas tem mais fé do que os adultos... Dois meses podem parecer dois séculos quando algo que você deseja fazer fica ali, trancado no coração e protegido com a capa do segredo. O normal seria conversar com pessoas amigas, pedir opiniões, trocar idéias. Acho que o medo que eles tinham de adotar alguém era do mesmo tamanho do medo de serem convencidos de que fariam uma loucura. Pode ser.
Enquanto isso acontecia com aquela jovem família num pequeno apartamento na grande cidade de São Paulo, Deus decidia usar outras pessoas para resolver meu problema. Um açougueiro e Maria, sua freguesa.
Manual de Ajuda para Pais de Crianças com Paralisia Cerebral SILVIO CAMARGO Sílvio Camargo é fisioterapeuta formado pela Universidade de São Paulo. Há mais de vinte anos vem ensinando e realizando trabalhos nessa área. Neste livro, ele procura, de forma prática, esclarecer as dúvidas sobre o tratamento dessas crianças, dando informações que também são úteis para profissionais não especializados em paralisia cerebral, mas que precisam delas quando tiverem que lidar com esses casos em seus consultórios.
FIQUEI EMOCIONADA QUANDO VI PEDRO NO YOTUBE TENHO UM FILHO DE 10 ANOS QUE TEM PARALISIA CELEBRAL E ELE NAO SUSTENTAVA PESCOÇO,NAO ANDAVA E GRAÇAS A MINHA MAE QUE SEMPRE CORREU ATRAZ DE TRATAMENTO P ELE HOJE ELE ANDA TEM CONDERNAÇAO + DEPENDE DA GENTE P TUDO O NOME DELE É DOUGLAS E TODOS NÓS AMAMOS MUITO ELE. ELE NAO TEVE O AMOR DO PAI BIOLOGICO POIS NAO SÓ ELE COMO TODA A FAMILIA POR PARTE DO PAI NAO O ACEITOU + NAO POR ISSO DEIXOU DE TER UM PAI VERDADEIRO QUE SEMPRE LE DEU E ATE HOJE DAR MUITO AMOR O NOME DELE É JOAOZINHO O MEU QUERIDO PAI E VERDADEIRO PAI DE DOUGLAS UM PAI SEMPRE PRESENTE NA VIDA DE DOUGLAS,E MINHA MAE É MAIS DO QUE UMA MAE P DOUGLAS OS DOIS TEM UMA RELAÇAO MUITO FORTE ELE AINDA NAO FALA + ELA ENTENDE TUDO O QUE ELE DIZ! ELE É ESPECIAL SIM + É A MINHA VIDA!EU CHAMO ELE ASSIM, ELE FAZ TRATAMENTO FAZ FONO PELO QUE ELE ERA ELE JÁ MELHOROU MUITO ELE ATE HOJE USA FRALDA + ELE ESTAR APREDENDO SEI QUE É UM TRABALHO DE MUITA PACIÊNCIA + ELE VAI CONSEGUIR ELE É INTELIGENTE.PARABENS POR ESSE TRABALHO DE AMOR QUE VC FAZ COM PEDRO PARA CADA PARALISIA UMA ESPECIALIDADE E PEDRO É UMA CRIANÇA MUITO ESPECIAL E É UMA LIÇAO DE VIDA P MUITA GENTE:NAO É TODO MUNDO QUE TEM UMA CRIANÇA ESPECIAL POR ISSO SINTA-SE ESPECIAL COMO ME SINTO POIS SOMOS ESPECIAIS TAMBEM BJS JEANE
Nao e facil na vida ,vida este tao boa mais deus nao quis que seus habitantes tivessem tantos problemas como estes Deus seja ele poderoso para com os demais que junto de ti suberam compartilharem...tenho um irmao que a 3 anos sofre e vive duma paralegia, nao e facil,o meu irmao com 25 anos depois de muito sofrer como tropa e agora levar ma vida como a sua Acredito e espero que os teus amigos e familiares estejam sempre ao seu lado assim como eu tambem procedo com o meu irmao Muita corage na vida porque nao e seu o desejo de tal vida mais sim deus o quis... Forte abraco do fundo de coracao paixao
Boa tarde!quero dizer que estou muito emocionada com tudo que li.E agradecer a DEUS por existir pessoas maravilhosas como esta familia, peço a meu bom DEUS que abençoe muito todos vocês dando muita saúde ,paz,coragem,força e iluminando a vida de cada um de vcs pois imagino o destino cruel que teria esse anjinho se não fosse por vcs.Estou emocionada mesmo pois tenho uma filha de 04 anos graças a DEUS perfeita e que só tras alegria em minha vida pois é o melhor presente que DEUS poderia ter me dado a graça de ser mãe.mais uma vez que DEUS proteja a todos
...que meu nome é Pedro
e nasci cego e incapacitado de
falar ou andar, devido a problemas genéticos, paralisia cerebral, catarata congênita e microftalmia. Minha mãe natural não
ligava muito para mim e vivi meus primeiros
quatro anos deitado de costas com minha perna
amarrada à cama, para não cair. Demorou para eu perder a cicatriz causada pelo cordão
logo abaixo de meu joelho direito.
Nada de beijos e abraços,
brincadeiras ou risadas. Meus primeiros anos
foram só de sobrevivência
naquele barraco muito quente em uma favela. Eu vivia doente, com a
barriga cheia de vermes, e até os 4 anos era incapaz de comer alimento sólido,
porque ninguém me ensinou.
Depois de desmamado, minha mãe
me manteve vivo com uma mistura de água, farinha
de mandioca e açúcar que eu tomava em
um copo, pois perdi a habilidade de sugar.
Minha avó era quem
cuidava mais de mim, pois minha mãe passava a
maior parte do tempo nas ruas. Isso até a avó morrer e minha mãe decidir me dar
a alguém. Então... bem, esta é a história que
você irá ler em meu diário que, na verdade, é
escrito por meu novo pai, pois, como já disse, não
consigo falar, ver, andar, escrever ou até mesmo
fazer um diário como este. Mas acho que papai
vai fazer um bom trabalho tentando
adivinhar o que eu gostaria de contar ao mundo se
pudesse.
Mas não é só
para contar minha vida que este blog existe.
Papai é escritor e profissional de comunicação
e marketing, por isso este blog serve também para mostrar como meus amigos, chamados
deficientes, podem ser pra lá de eficientes com uma
pequena ajuda de pessoas que os compreendam.
Existe um mundo diferente daquele onde a maioria
das pessoas vive e papai decidiu mostrar um pouco
disso. Isso eu também quero contar.
Minha
irmã se inspirou em minha história para
escrever este
romance
que ganhou um prêmio literário e foi escolhido
para fazer parte da coleção
Anjos de Branco, coordenada pelo
escritor Antonio Olinto. É dele o texto do prefácio
e a apresentação é de autoria do escritor José
Louzeiro, ambos da Academia
Brasileira de Letras.
Minha
irmã é enfermeira e cuidou muito de mim, até se mudar para o exterior. Quando
eu vim morar neste lar eu tinha quatro anos e ela
tinha só seis, mas logo me adotou como sua "boneca"
preferida. Ehrr... quero dizer, "boneco".
Ela conta tudo isso no livro. O nome dela é Lia
Personae o livro Uma
Luta Pela Vida é muito bom.
Minha irmãzinha e futura enfermeira
ainda olhava desconfiada em 1987.
Lia
fez um trabalho muito legal de pesquisa a meu
respeito, entrevistando papai, mamãe, vovó e
outras pessoas para ir juntando a história toda.
Além disso, ela foi procurar informações em
antigas correspondências, álbuns de fotos e até
em exames médicos e radiografias.
Hoje ela está mais confiante e
generosa.
Até ganhei um ursinho!
Ela
costumava me levar ao médico, hidroterapia e
fisioterapia, e vivia pesquisando alguma nova técnica
para consertar meus defeitos de fábrica. Toda
hora inventava um "recall"
para ver se dava para trocar alguma peça em mim!
Até equoterapia eu fiz com ela ao meu lado! Como
o papai tem péssima memória, irá recorrer à
Lia e ao seu livro "Uma
Luta pela Vida" para escrever este blog.
Você também poderá ler uma entrevista que a
jornalista Fernanda Do Couto S. Riberti fez com
minha irmã clicando
aqui.
Tenho também um irmão, Lucas, que é muito
legal e ajuda a cuidar de mim. Quando morava em casa dormíamos no
mesmo quarto e ele vivia dizendo que eu ronco. Será?
Nunca escutei! Ele é muito generoso também.
Como a minha cama ficava ao lado da dele, só que
no chão, para eu não cair, quando fazia muito
frio eu puxava o cobertor dele e me cobria dobrado.
Aprendi a fazer isso devagar para ele não
acordar.